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17/07/2020

Aprenda a usar as mídias sociais para ensinar ciências

As redes sociais são plataformas que, quando usadas com boas intenções, têm o potencial de levar conhecimento para uma infinidade de públicos. Professores de ciência  podem - e devem - se utilizar dessas ferramentas para diversificar suas aulas ou, ainda, para disseminar sua disciplina para novas audiências. 

No blog de hoje, vamos discutir como incorporar as mídias sociais nas salas de aula - presenciais ou virtuais - e de que forma docentes podem utilizar os canais digitais para produzir conteúdo científico autoral.

Confira!

 

O que diz a BNCC

Seja qual for a sua área de docência dentro da Ciência, sua disciplina deve ser guiada pelos preceitos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do Ministério da Educação (MEC). Embora a Base não faça referência direta às redes sociais, ela discorre sobre a importância de inserir tecnologias nas aulas de Ciência: a tecnologia entra como aliada do professor e do aluno.

Segundo as diretrizes da BNCC, estudantes devem ser capazes de dominar o universo digital, estando prevista, inclusive, a competência geral de conhecimento de cultura digital por parte dos alunos de todos os níveis de ensino escolar. Recomenda-se que estudantes e professores em conjunto façam um uso significativo, reflexivo e ético dos recursos digitais disponíveis. 

Para que a tecnologia torne-se um aliado dos docentes, é preciso que eles, como os alunos, tenham conhecimento do mundo digital. A BNCC espera do professor uma formação crítica em relação às tecnologias digitais, de modo a fazer um uso pedagógico e intencional delas e “não apenas para incrementar uma aula”.

 

Como inserir redes sociais nas aulas de Ciência

Redes sociais, antes de tudo, são espaços para nos conectarmos com amigos, familiares e marcas ou pessoas que admiramos. Nem todo o estudante faz um uso educacional do seu perfil nas redes sociais, mas é interessante que os professores fiquem atentos aos alunos que de fato usam esse ambiente virtual para aprender. 

Os jovens mais curiosos não deixam de usar todas as ferramentas ao seu dispor para descobrir mais sobre os assuntos que têm interesse. A troca entre professores e alunos permite que o docente tome conhecimento desses hábitos de consumo digital de sua turma. Que tal exibir em aula um vídeo de um canal de Ciência sugerido por um aluno? Existem diversos criadores de conteúdo digital com a temática de Física, Biologia, Química, Matemática etc. 

Outra forma de incorporar as mídias sociais nas suas aulas é mediando grupos de estudo. Você pode criar um grupo no Facebook com seus alunos e incentivá-los a compartilhar vídeos, textos e imagens relacionados ao conteúdo estudado. Esse espaço pode ser usado para sanar dúvidas da disciplina ou promover discussões saudáveis e frutíferas na turma. 

 

Como criar conteúdo de Ciência para redes sociais

Os professores interessados em utilizar redes sociais como uma ferramenta de ensino também têm a alternativa de produzir conteúdo autoral nas plataformas. São muitos os exemplos de professores dos mais diversos campos de estudo que se destacam no Instagram, no Facebook e no Youtube por apresentar a Ciência de uma forma lúdica e leve a jovens audiências.

Se você procura inspiração para começar a produzir seu próprio conteúdo, fizemos uma seleção de perfis que podem te ajudar a criar repertório:

 

Cidepe (@cidepeequipamentos) 

Por que não começar com o nosso próprio perfil? Nas redes sociais do Cidepe, compartilhamos uma variedade de materiais voltados para o ensino experimental de Ciência.

 

Prof. Neto (@afisicaexplica): 

O Prof. Neto é docente de física e um grande parceiro do Cidepe. Com mais de 30 anos de experiência em sala de aula, ele procura apresentar conceitos da Física de forma simples e didática em seu perfil. 

 

Efeito Joule (@vanksestevao): 

O Prof. Vanks Estevão tem a missão de socializar o conhecimento científico em seu site e perfil nas redes sociais.

 

Átila Iamarino (@oatila): 

Átila é o biólogo e pesquisador de maior destaque nos tempos de pandemia. Ele tem doutorado em Virologia, o que o ajuda a explicar o principal tema da atualidade, coronavírus, com clareza e precisão.

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